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Postagens

O início de uma história (conto)

A única coisa que eu sabia sobre ele é que seu sobrenome era Videla. E só sabia disso por causa do pai, que também só sabia por causa da empresa que eles tinham, de nome Videla, que produzia ou só vendia vinhos, não sei. Eu morava num nesses bairros em que todos se conhecem, mas pouco se falam, e o pouco que falam é sobre a vida dos outros com quem não falam. No momento, não havia vida mais interessante de se falar que a dos novos moradores no que chamávamos de vila. Nobre, diga-se de passagem. Bairro de rico, segundo os mais pobres que eu. Rico na minha opinião é quem pode fazer o que quiser na hora que bem entender, sem precisar de planejamento financeiro algum. Os meus pais planejavam as férias e os finais de ano, então eu não achava que de fato fossemos ricos, apesar da gigantesca casa que tínhamos. Para mim, era uma casa normal igual a todas as outras casas do bairro. O que me faz voltar à ideia anterior: bairro de “rico”.
Videla filho, como apelidei, era um desses poucos caras …
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O outro lado de São Luís: preciso da sua ajuda!

Eu estava andando pelas ruas do meu bairro e me desviando do caminho que o esgoto faz nas ruas, e nisso fiquei pensando quantos retratos horríveis São Luís tem. Estamos acostumados a ver fotos de praias e do por do sol, e chamamos de "ilha do amor", mas ao ver a feira da Cidade Operária, por exemplo, não há beleza alguma.

E daí eu tive essa ideia que não posso fazer sozinha. A ideia é fazer retratos que mostrem o pior lado de São Luís, não para criticar a cidade, mas porque não podemos esquecer ou fechar os olhos para os problemas. Acho ridículo comemorar a abertura de mais um shopping, caríssimo por sinal, e ter que andar diariamente por ruas cruéis e absurdamente nojentas. Fico pensando: "isso é a capital?"

Então, quero fazer uma postagem no futuro que colecione várias fotos realmente tristes e revoltantes com coisas que não deveriam mais existir em São Luís, e preciso da ajuda de quem puder registrar tais imagens. Quem tiver interesse, me mande um email para lor…

1922: O primeiro filme de terror que me deu medo

Já disse um milhão de vezes que eu amo filmes de terror. Mas em geral eles me dão alguns sustos e um suspense com algumas cenas, mas nada que me faça esconder o rosto dentro do travesseiro com medo de ver as cenas. E pela primeira vez isso aconteceu com um lançamento na Netflix: "1922".


O filme é baseado no conto de Stephen King que tem o mesmo nome. É difícil saber o que esperar das adaptações desse escritor uma vez que tivemos filmes bons como It - A coisa e séries que fracassaram como O nevoeiro (mas que eu gostei muito, ao contrário de It que não gostei tanto assim).

A narrativa do filme já é pesada: o protagonista mora numa fazenda (?) com sua mulher e filho, mas ele e ela têm terras distintas de certa forma, herdadas de seus respectivos pais. A mulher quer vender tudo e ir pra cidade, já ele quer ficar ali no mato e morrer ali, deixando tudo pro seu filho, que vai deixar pro filho dele e por aí vai...

O que pesa logo no início do filme é que a única saída que o marido …

Tenha orgulho do que você faz

Eu estava lendo alguns dos contos que publiquei aqui, e confesso que adoro eles. Leio como se fosse outra pessoa que tivesse escrito até, porque acho alguns trechos tão bons que duvido se foi mesmo eu quem escrevi.

Alguns deles são baseados em fatos reais da minha vida, e outros são exatamente algum relato, apenas com enfeites literários. Na verdade, alguns são antigos e quando releio, fico apaixonada pela forma que escrevi, e sinto que eu não sei mais escrever assim, por exemplo:

"Aquela noite tinha luzes coloridas. Piscavam descontroladamente, e minha cabeça estava começando a doer por causa dos flashes verdes, vermelhos, azuis e amarelos que acendiam as dezenas de rostos escurecidos e meus olhos tinham de mudar constantemente. Apesar disso, queria que aquela noite nunca terminasse"

Pode parecer um tanto narcisista da minha parte, mas toda vez que eu leio essa crônica eu me apaixono por ela. Eu lembro da noite que isso aconteceu e consigo revisitar cada momento e sentiment…

E se eu não passar no Enem?

Com a época do Enem, voltam aquelas piadinhas sobre o que fazer quando você não tem uma boa nota ou simplesmente uma nota que dê pra algum curso que te interesse. Uma das piores piadas é aquela em que dão soluções como "vender arte na praia", "trabalhar em fast food", e outros trabalhos que no nosso modelo social são considerados inferiores a profissões como engenheiros, médicos, e advogados, especialmente.


E essa supervalorização de determinados trabalhos em detrimento a outros tipos de emprego está diretamente relacionada a remuneração financeira e impacto social de cada profissão. Mas se você conseguir ser um pouco menos estúpido e pensar que toda profissão é necessária para o viver em sociedade, deixaria de fazer piadinhas do tipo.

Medicina, engenharia e advocacia não são as melhores profissões, e muito menos o objetivo de vida das pessoas.O objetivo é ser feliz, e nem o dinheiro ou a fama conseguem trazer isso.

Não fazer um curso superior não é igual a fracass…

A loja de óculos mais fofa

Uma das pessoas da internet que eu mais gosto é Nath Araújo, como já citei outras vezes. Ela é ilustradora, blogueirinha e YouTuber, acompanho tudo o que ela posta. Outro dia, ela fez uma storie de óculos que ganhou de uma loja chamada Dra Biju, e com isso tinha ganhado um cupom de desconto com o nome dela, válido por 24h. Como boa consumista que sou, fui lá e comprei estes benditos óculos de lentes coloridas que eu já queria há um bom tempo. Usei o cupom dela e paguei apenas R$ 89,90 no produto + frete.

Tava demorando chegar e eu via as stories de várias pessoas marcando a loja, agradecendo super felizes os óculos lindos que tinham comprado e amado, e nada do meu chegar. Finalmente ele chegou e como eu já vira nas caixinhas de outras pessoas, além dos óculos vem dois bombons, um pirulito e um adesivo de brinde! Fora que a caixinha do óculos é rosa! E tem um papelzinho rosa no fundo também:


Tirei a foto a noite mesmo, porque eu sabia que os bombons não iam durar até o dia seguinte. Co…

Sobre Thor Ragnarok

Quando eu vi o trailer - coisa que eu não gosto de fazer porque eu já começo a julgar o filme - de Thor Ragnarok eu confesso que não fiquei muito interessada. Parecia outra versão de Guardiões da Galáxia, com naves de outros sociedades do espaço, monstros estranhos, e trilha sonora de música antiga. Não que isso seja uma combinação ruim, mas seria mais do mesmo, sabe? Já tem Guardiões da Galáxia e basta.


Aí pra piorar eu acabei lendo um artigo criticando a comédia do filme, que as piadas exageradas não combinavam com o Deus do Trovão. De fato Thor era um pouco mais sério, mas eu entendo a mudança dele da seguinte maneira: a convivência na terra, saca? Acho que isso mudou ele, não sei.

Mas vamos ver o filme assim mesmo, ora bolas! Marvel é Marvel. E eu gostei bastante. Não achei que foi tão exagerado assim, só um pouco; porque tipo, o filme já começa com uma piadinha. Mas ele consegue ser bem sério em alguns momentos também. Tem bastante ação e uma história que faz sentido até.

Talvez …

Um amiguinho fácil de ter

Talvez ter uma plantinha não seja tão fácil assim, mas acredito que seja mais fácil que ter um animalzinho né? Especialmente para alguém que igual a mim more em uma kitnet, sem quintal e pequena.
Já fazia tempo que eu queria comprar uma plantinha, mas sinceramente tinha preguiça de sair pra procurar. Felizmente, todo ano nesse final de outubro e começo de novembro tem venda de plantas na praça Maria Aragão (São Luís, MA), e é perto de onde trabalho, então dei uma passada lá e comprei uma suculenta:

Por uma longa história, dei o nome a esse bebê de Valdo. O dia seguinte era Halloween, então usei um stick do Instagram na storie do primeiro dia de Valdo comigo:


Além de Valdo, uma amiga que estava me acompanhando me deu mais uma suculenta de presente, que não botei nome, só chamo de gêmeas:


São meus novos bebês que não tenho muita ideia de como cuidar, só sei que preciso comprar outros potinhos, de bairro ou cerâmica e colocar uma terra boazinha pra eles. Aliás, tem diferença entre sucul…

Ilustrando Machado de Assis

Ah, ilustrações! Recentemente, pelo menos duas pessoas me disseram que meus desenhos têm marca, uma identidade, em que você olha um desenho aleatório e já sabe se fui eu que fiz ou não - coisa que um desenho realista não pode fazer.

Desde essa aceitação do meu próprio estilo, fiz algumas encomendas e a última foi algo diferente das últimas vezes. Pediram um desenho de Machado de Assis. É um pouco estranho fazer isso porque não há muitas fotos para se basear, mas ainda assim eu gostei do resultado:


Sim, eu ainda gosto do estilo um tanto mais realista mais que mistura com animação - tipo desenhos americanos que assistíamos, como Liga da Justiça, Super Choque, que foram grandes inspirações. São desenhos de proporções quase reais - sem cabeças enormes ou corpos finos demais - mas que tem um estilo próprio.

Por enquanto, as encomendas são a partir de 25 reais (um rosto), de acordo com a dificuldade do desenho, mas a partir do momento que eu achar que consegui elevar o nível tanto do desenh…

Sábado de manhã

O dia amanheceu cinza. Às vezes uma nuvem empaca no céu e se gruda como se fosse algodão e cola, mas não algodão branco. Cinza, e não muito escuro para dar um tom de inverno. Simplesmente cinza, sem graça, e até abafado. É um dia que não motiva a você levantar da cama e enfrentá-lo.
Andei meu caminho olhando meus próprios pés escondidos me levarem adiante. Eu ainda não consigo andar olhando pra frente, como uma pessoa normal faz. Eu acompanho o movimento dos meus pés, na sua luta em desviar dos buracos e pedras da rua.
Ainda eram seis da manhã e o ônibus saia do ponto final. O motorista me chamou de princesa dizendo que o ônibus sairia e o cobrador me fez entrar pela porta de trás daquele ônibus velho e branco - que deveria ser amarelo. Ou seja, eu não tinha pagado passagem porque o cobrador desconhecido simplesmente gostou da minha cara lavada, sem maquiagem alguma e pesada de sono.
A aula foi corrida, debaixo do baixo frio artificial, o som da minha voz ecoando de forma irritante n…

O que é "construído socialmente"

Provavelmente você já leu muito no Facebook determinadas expressões que as pessoas comumente associam a "esquerda", como empoderamento, racismo estrutural, patriarcado, e construção social. Das expressões que citei, a única que você está proibido de torcer no nariz porque não há como argumentar é construção social, porque isso não tem a ver com movimento político algum. Vamos lá entender isso?

Construção social, basicamente, diz respeito a conceitos que temos hoje a respeito das coisas que a própria sociedade criou, sem necessariamente uma base natural. Por exemplo, a ideia de que o norte do planeta é em cima e o sul em baixo, criando em nossa mente uma mente do planeta terra que, se invertida, parece que o mundo está de cabeça pra baixo, quando na verdade estamos falando do universo, bebê, não tem "em cima" nem "em baixo" na vastidão do vazio negro.


Ou então a história de que mulheres tem que se depilar. Não seja um idiota ao pensar "ah mas é questã…

Orgulho e cegueira

Três momentos da minha vida que me rendem muitos pensamentos: quando tô no ônibus, no banho, e antes de dormir. Em um desses momentos, pensei o seguinte:


Imagina que digo a alguém que existe determinada loja perto de onde ele mora - e essa loja nem faz pouco tempo que está ali. E daí ele: "não! Tu viu errado. Moro ali há 10 anos e nunca vi essa loja". Tento discutir, mas desisto, porque a pessoa julga ter mais conhecimento sobre o próprio bairro e até você, que lê, tende a concordar.
Mas é aí que tá. Você está acostumado com o ambiente. Imagine agora que você escreveu um texto, e já revisou várias vezes mas não consegue ver erro algum.  Então você pede que alguém veja, e aí a pessoa acha alguns errinhos e tal. 
O que você entendeu até agora? Espero que isso: quando você está acostumado a algo, não consegue mais ver detalhes, sua visão está congelada, às vezes é preciso que alguém de fora observe pra você. É igual alguém que tem me visto nos últimos anos, e se acostumou com m…

As alegrias da pobreza

Hoje terminei de ler o livro da TAG de outubro, que tem como título As Alegrias da Maternidade, de Buchi Emecheta, que é um título irônico, porque durante a leitura você vai ver que "alegrias" são essas. Desse modo, pensei que "as alegrias da pobreza" seria igualmente um título irônico ao texto de hoje.


Antes de terminar o último capítulo do livro, eu resolvi comer alguma coisa. Fiz café, peguei uns biscoitos do armário e a margarina. Quando eu preparei meu lanchinho, percebi o quanto gostoso estava e o quanto eu estava feliz por comer aquilo. Como o livro falava sobre pobreza (mas ao mesmo tempo a minha condição é mil vezes melhor que a dos personagens da narrativa), fiquei pensando nas alegrias e nos pequenos prazeres da vida de um pobre, e resolvi fazer uma pequena lista que quem for pobre vai se identificar.

Você fica muito feliz em encontrar dinheiro no bolso ou na rua. Você acha mesmo que faz diferença pra um rico encontrar 50 reais no bolso? Tanto faz, ele te…

Pior que ser burro é ser tapado

Desculpem pelo título do texto, mas eu vou já explicar. É que um título tem que ser resumido, mas vocês vão já entender o que quero dizer.

Assisti ao filme "A Morte te dá parabéns", que já digo logo que não é lá essas coisas, mas ao mesmo tempo é legalzinho. Com o decorrer da história, entendemos que a mãe da personagem principal morreu. Não lembro de ninguém ter dito claramente durante o filme: "tua mãe morreu né?", mas a gente entende isso pelo subentendido, um tanto óbvio na verdade.

Quando chega no final, um cara na sala do cinema diz: "ah, a mãe dela morreu foi?" E eu só comigo 'meu Deus, desde sempre já falaram isso no filme, que cara tapado'. E daí explico como assim tapado. Tapado é, como nesse caso, uma pessoa que não vê uma coisa se ela não estiver bem na sua cara, em letras garrafais. Ela não consegue extrair uma informação - a famosa interpretação. Ser tapado é não conseguir pensar um pouquinho mais,  enxergar um pouco além.

Burro pra …

Um filme aleatório de referências bíblicas pesadas

Um sábado à noite que você fica em casa pede (é quase obrigado, na verdade), você assistir algum filme na Netflix. Começa a procura eterna, até que topamos num filme de comédia estrelada por Jack Black, o que já não desperta meu interesse porque eu não gosto muito do jeito dele. Felizmente, tinha Michael Cera no elenco (menino do filme "SuperBad", que é uma ótima comédia). Então, decidimos assistir a "Ano Um", filme de 2009.


Começa numa época um tanto pré-histórica, com caçadores e colhedores de uma pequena tribo. O personagem de Jack Black não sabe fazer nenhum dos dois, então quer se diferenciar dos outros pra agradar uma menina lá, e decide comer do fruto proibido, apesar do amigo feito por Michael Cera dizer que não deveria. O fruto é o que dá o conhecimento do bem e do mal, e aí foi a primeira referência bíblica - até aparece uma cobra na cena, mas sem falar. Depois de comer, Jack não fica mais inteligente, mas a tribo o expulsa por ele ter feito isso, só que …

Literário: Quente e Frio

Assim como fiz com a música I Kissed A Girl da Katy Perry, que foi traduzir e transformar numa crônica, em algo literário, fiz também com Hot N Cold, transformando num diálogo entre um casal. Se você não sabe a tradução da música, veja aqui e depois leia o textinho que fiz.


A conversa marcada entre o casal de namorados enfim era realizada. A garota, que pedira a conversa — quem diria —, iniciou:
— Você muda de ideia como uma garota muda de roupas!
— E você, de TPM, fica insuportável! Eu deveria saber — ele bufou.
— E você sempre pensa, sempre fala enigmaticamente!
— Eu deveria saber que você não era boa para mim — murmurava o rapaz.
— Você é quente e frio, diz sim e diz não, está dentro e está fora, está por cima depois está por baixo!
— Você está errada e está certa — ele argumentou.
— Você realmente não quer ficar, não é? Mas também não quer ir — ela perdia-se em pensamento, tinha um tom de voz calmo —. Nós costumávamos ser como gêmeos, na mesma sintonia, a mesma energia... mas ago…

A vida na faculdade não é essas coisas

Por mais que digamos aos calouros - àqueles que acabaram de sair do ensino médio - que a faculdade não é nenhum pouco parecida com o que eles imaginam por ter visto em séries ou filmes, eles continuam sendo felizes e esperançosos.

Hoje, por exemplo, depois de faltar muitas aulas, fui à aula de Gêneros Textuais - mas veja bem porque estou faltando tanto: na quarta feira, o horário dela é as 7:30. O que significa que tenho que sair de casa antes das 6 para chegar pelo menos às 8 na universidade. Fora isso, na quarta eu só chego em casa às 22h, pois dou aula à tarde e à noite. Ou seja, é um dia muito cansativo, e eu não tinha dormido bem na noite anterior. Decidi faltar para dormir um pouco mais e ter forças para aguentar o dia de pé. Já na sexta, a aula é às 9:20, porém é a única aula do dia, dá muita preguiça ir pra universidade só pra ela, porque eu passo mais tempo no ônibus indo e voltando do que propriamente na aula.

Mas né, como tinha faltado muito, decidi ir. Comento com uma amig…

Kit da TAG de Outubro 2017

Ah, mais um mês que chega e com ele o maravilhoso Kit da TAG - Experiências Literárias. Quem escolheu o livro do mês foi ninguém menos que Chimamanda Ngozi Adichie, que escolheu um dos livros preferidos dela, que aliás é inédito no Brasil, e vocês conhecerão agora comigo.


Kit Completo!
Como podem ver, o livro é de Buchi Emecheta, escritora nigeriana que não tem nenhuma obra publicada no Brasil, além da que a TAG trouxe agora, "As alegrias da maternidade".


O mimo foi esse bloquinho com uma ilustração com figuras africanas:



A revistinha informativa imita o desenho da capa do livro:

A box do livro veio um pouco diferente das outras, o que me desagradou um pouco. A lombada não tem o nome do autor nem o nome do livro, além da própria textura que algo que lembra papelão, áspero e rústico. Essa a linhagem da família de Nnu Ego, a personagem principal dessa história, que ajuda muito a lembrar, até porque são nomes de pessoas da Nigéria, uma cultura totalmente diferente, ninguém se ch…

Compensa fazer o bem?

Alguns meses atrás vi a notícia de uma mulher que morreu após contrair raiva de um gato de rua que tentou salvar. Uma coisa engraçada que quero comentar antes é que ao pesquisar pela notícia, pensei como pesquisar e daí ri com o resumo que fiz: "mulher morre de raiva de gato de rua", o que dá um sentido totalmente diferente do que eu quero, haha, mas que não deixa de ser engraçado.

Mas agora falando sério, quando ouvi a notícia na tv, alguém perto de mim teve que comentar: "viu? isso que dá tentar ajudar gato!", e eu "putz", mas pensei "poxa por que Deus?". E depois continuei pensando sobre o assunto, pensando porque pessoas que tentam fazer o bem acabam sofrendo ou simplesmente morrendo, sei lá, parece tão injusto, não?

De qualquer forma, a ideia de "fazer o bem" não é pra pensar numa recompensa, porque isso meio que desqualifica o bem que você fez, sabe? A ideia é fazer o bem sem esperar nada em troca, e não se importar se a recompen…

O tempo passa! E a tecnologia evolui

Ah, como a tecnologia é uma coisa maravilhosa! Eu amo assistir filmes, séries ou desenhos que retratam um período anterior ao nosso, tipo na década de 70, 80, quando as pessoas já tinham alguma tecnologia e achavam incrível uma TV a cores, ou um toca fitas, ou a secretária eletrônica...
E a gente agora é super acostumado a pegar o celular e checar em um minuto as mais importantes notícias do mundo, falar com alguém que está longe, ou pagar um conta. Estamos tão imersos nisso que não conseguimos imaginar como era a nossa vida uns 10 anos atrás, quando não tinha internet em casa e celular era um tijolinho com botões e alguns joguinhos.
Outro dia eu fui na casa de uma pessoa que parece combinar épocas distintas. Ele tem muita coisa guardada, e quem vi meus stories no Instagram viu as moedas de cruzeiros, cruzados, sei lá, assim como fitas cassete e de música. Outras coisas como cartas eu apenas vi, mas não postei. Fiquei pensando como era mandar carta, esperar um tempão... Hoje é tão fá…

Resenha: O Xará, de Jhumpa Lahiri

Eu comprei o kit da TAG de fevereiro de 2017 por ele estar muito bem avaliado no aplicativo da TAG. Li o livro em 10 dias apertados porque a história era bem interessante e a escrita de Jhumpa Lahiri é bem boa de ler, ao contrário dos últimos kits da TAG que tinham uma escrita mais densa ou a história um pouco confusa.


Como já disse e repito, a escrita é simples, então a leitura flui bem. Tem alguns flashes, mas nada que confunda a linha cronológica. Acompanhamos o crescimento do protagonista  Gógol Ganguli, desde a barriga da mãe até... leia pra saber. Os pais dele são indianos e mudaram para os Estados Unidos. Ele nasce em solo americano, logo a cultura indiana é meio que forçada pelos pais. O nome dele é de origem russa, o que causa desgosto e desconforto em Gógol.

Eu achei muito legal acompanhar ele na infância, adolescência, na faculdade, trabalho, casamento... Além da dificuldade em se relacionar com a cultura da família e às vezes com os próprios pais. Ele admira muito mais os …

Não consegue dormir? Assista ASMR

Eu sou mais uma dessas pessoas que deita na cama e rola de um lado pra outro por horas sem conseguir dormir. Felizmente, descobri uma coisa no youtube chamada ASMR.


A sigla é obviamente em inglês, Autonomous Sensory Meridian Response, e a tradução não ajuda a entender muita coisa também. O importante saber é que vídeos de ASMR em geral causam muito relaxamento e ajudam a dormir. Às vezes no primeiro minuto do vídeo eu já tô caindo de sono. Mas como são os vídeos? Geralmente, são barulhinhos gostosos de se ouvir. O meu preferido é o som de cabelo sendo penteado, ou simplesmente o som de uma massagem no couro cabeludo, porque se você usar os fones de ouvido, a sensação é que estão fazendo em você.

Mas existem muitos tipos de sons e às vezes imagem também, de você fingir que a pessoa do vídeo é algum médico, sei lá, e está tratando de você, e daí tem os sons bem perto da sua orelha, a pessoa sussurrando no seu ouvido. Mas às vezes a minha insônia tá pesada que nem isso ajuda.

Se estiver …

Insônia

Barulhos: que me tiram o sono, que me fazem ter mil pensamentos. É um vulto? Uma sombra? Ouço uma batida aqui, uma pisada na telha ali. Sons e mais sons, de todas as alturas e intensidades. Juntam-se a estes, os barulhos externos da noite: o canto da coruja, um irritante grilo, folhas debatendo-se. Ou não, talvez fosse só imaginação. Era uma noite quente, parada, sem vento. Ar era só para respirar. Fechava os olhos para não ver o que parecia ser alguém a me espiar. Mas os arregalava quando ouvia um barulho muito próximo de mim. Atônita, atenta, assustada. Quando foi que deixei de ter medo do escuro? Nunca! Às vezes sentia um frio - como pode este frio se era uma noite quente?! - entrar por debaixo de meus lençóis, quase podia sentir uma presença no quarto, no escuro, no canto. Era apenas uma roupa enrolada? Não podia discernir! Qualquer movimento significava perigo. Diante de meus olhos pouco podia ver, mas mais há frente havia paredes - o corredor - pouco iluminadas pelo poste na ru…

Fone de ouvido a um surdo

Eu vivo umas coisas que eu penso: "isso só podia acontecer comigo mesmo!". A vantagem é que eu nem fico mais com raiva, eu acho é graça e penso que pode servir como um texto pro blog - que é exatamente o que está acontecendo agora.

No prédio em que eu dou aula, funciona em outros dias cursos de outros idiomas além do inglês, assim como também de Libras. Mas não tem como eu saber quem é professor de cada coisa, né? Daí, nos meus dias de aula, um rapaz começou a ir na sala de professores e ficar usando o computador por lá. Era óbvio que ele era professor, se não não poderia estar ali. Ele não falava com ninguém e nem ninguém com ele.

Uma vez, eu levei meu fone de ouvido, coisa bem rara de eu fazer. Depois de usar, eu não lembrava de ter deixado na mesa dos computadores, e ele tava sentado no computador ao lado do fone, então perguntei, umas duas vezes até ele perceber que eu tava com ele: "esse fone de ouvido é teu?" Aí meus amigos, ele fez sinal de que era surdo. Ca…

O verdadeiro Big Brother

A primeira vez que escrevi um artigo acadêmico sobre uma obra literária foi "As representações femininas em Nineteen Eighty Four, de George Orwell", para um congresso em Teresina - que também foi a primeira e única vez que saí do Maranhão.
Ao ler essa obra, entendi porque ela é tão aclamada. Sério, todos deveriam ler. Não é exatamente ficção científica: é distopia, é sobre um sociedade controlada por meio da tecnologia, trata de temas mais pessimistas.
O protagonista se chama Winston, e ele trabalha para o governo, chamado simplesmente de o Partido. O líder supremo da sociedade é um tal Grande Irmão, e todas as pessoas são vigiadas em todos os lugares por teletelas, que são máquinas que filmam mas também exibem imagens. Através disso, as pessoas tem o comportamento e até o pensamento controlado; tudo a favor do Partido.
Daí, pegaram a ideia do Big Brother (Grande Irmão), das câmeras vigilantes, e criaram esse reality show bosta, especialmente no Brasil que insistem em repet…