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Mostrando postagens de Abril, 2017

#83 Facebook, Twitter e as lamentações

As pessoas que chamam o Facebook de muro das lamentações só dizem isso porque não conhecem o Twitter. Se tem uma rede social em que as pessoas se lamentam continuamente sobre sua própria vida, essa rede social é o Twitter. Mas, por outro lado, é onde a maioria dos memes nascem! (na verdade, é geralmente lá que eles viralizam).
Durante muito tempo, não entendi a finalidade do Twitter e nem fazia ideia de como usar. É uma rede social que sempre se manteve firme, enquanto outras como Orkut e MSN morreram. Talvez exatamente por causa dessa principal característica do Twitter, que acredito ser o anonimato devido aos fakes e os "sdv" de um monte de gente que você não conhece, além das atualizações diretas e pessoais dos famosos.
Em 2016, o facebook se encheu de prints do Twitter, vocês notaram? Era uma enxurrada de dois tipos de prints: 
1. Frases com erros propositais:



2. "Eu quando":


Reparou o quanto as postagens do facebook são simplesmente prints do twitter?
A diferen…

#82 Just trying

I've been thinking about writing a text in English, but I must confess that I was afraid of trying. That's funny because I always say to my students that they don't have to be afraid of making mistakes, they are learning... so am I. I guess I have to listen to myself now, huh?



That's what I'm going to talk about. I said I was afraid of writing in English, but I don't think that's necessarily the case. I think we're not exactly afraid of making mistakes, we're afraid of being judged and criticized, in not a good way. People can be so mean, making fun of us, so we're afraid of being jokes or even "memes".
So I guess the problem is not necessarily we, but the others and their responses about our mistakes. But come on, guys, no one is perfect! Even american people make mistakes about their own language (as we do in Portuguese), then why can't we? Today I'm trying to write in English, and I'm sure there are mistakes here (or no…

#81 Uma conversa com o eu do passado

Fico pensando como seria se eu pudesse encontrar com a eu de 2010. Já falei em outro post sobre minha mudança nesses anos. O texto de hoje é imaginando um diálogo entre eu mesma de agora, com quase 22 anos, e eu de quando esperava ansiosamente os 15 anos. Isso vai ser ridículo! 


14 anos: Ah, finalmente comecei o Ensino Médio! Como era de se esperar, não tem nenhum menino interessante na minha sala. 21 anos: Armaria, só pensa em macho? Eu também só penso numa coisa com M: monografia! E money também, mas aí seriam duas coisas. Enfim. 14: Credo, quase se formando e ainda não tá namorando? 21: Oxi, tô sim. Te acalma que tu já conhece ele. 14: Sério? Menos mal. E aí? Tu já tem uma guitarra? Um quarto com tema de rock? Todas as tuas roupas são pretas? 21: É...não. Na verdade eu tenho sido bem patricinha, minha cor preferida atualmente é rosa. 14: Meu Deus! Então, quem é tua diva pop? Ainda é Katy Perry? 21: Quê? Haha, isso não existe faz tempo. Não tenho essa besteira de divo. Nem tenho mú…

#80 Só quero o diploma!

Em uma das vezes que parei a aula pra dar sermão nos alunos por sua falta de comprometimento com os estudos de inglês, perguntei: "vocês não estão aqui para aprender a falar em inglês?", e um aluno me surpreendeu de maneira decepcionante com sua resposta de caráter claramente duvidoso: "não, eu só quero o diploma!"

Me diga você agora: como você vai conseguir o diploma de um curso de idioma sem saber falar o bendito idioma? Ok que em muitos lugares você pode simplesmente comprar esse diploma, mas você, em uma entrevista de emprego, vai dizer que tem diploma, aí o cara da entrevista vai querer ver uma palhinha dessa tal fluência, e aí? Como você vai fazer? Se f*de aí, otário.
Desculpa a linguagem mas esse é um pensamento completamente estúpido. Sinceramente, é preciso ter uma mente muito pequena pra pensar dessa maneira, pra achar que um diploma significa conhecimento de fato. Isso só demonstra, no meu ponto de vista, o quanto a pessoa não valoriza o conteúdo, prova…

#79 Por que gostamos do que faz mal?

Outro dia eu fui no supermercado pra satisfazer os meus desejos femininos periódicos: comprei esmaltes (que não precisava), salgadinhos, chocolate, marshmallow, sorvete, etc. Enquanto eu me acabava de comer, um primo meu chegou em casa, e me vendo detonar um pacote de salgadinho depois do outro, disse:"ei siow, calma aí, cuidado, não vai morrer".

E aí fiquei pensando em como eu me alimentava mal com essas gordices que tanto gosto. Mas poxa, é tão bom! Porque que um peixe cozido não é bom assim? Ou uma salada verde? Ou feijão? Porque as coisas que mais gostamos de comer são as que fazem mais mal? É tipo amar uma pessoa que só te faz mal!
Pensando para além da comida, em geral somos teimosos em insistir em coisas que dão prazer momentâneo e nunca pensamos nos resultados a longo prazo. Eu mesma não penso sobre minha saúde daqui a dez anos, só fico sofrendo com as pontadas que sinto esporadicamente no peito ou o cansaço absurdo ao mínimo esforço que faço.
Eu queria poder promet…

#78 Minha saga com baratas

Quando saiu aquela corrente de 9 verdades 1 mentira, eu coloquei como uma das verdades que já tive episódios com baratas bem irritantes e duvidaram disso, oxi? Não já disse que tenho azar? Pois vamos lá a alguns dos episódios.


A primeira vez foi ainda em Cururupu. Eu estava assistindo Guerra Mundial Z e estava morrendo de medo, porque né? Eu tenho medo de zumbis. E daí fui tomar banho com o coração na boca por causa do filme, daí logo que abri a porta do banheiro, quase em cima de mim caíram duas baratas grudadas pelo traseiro uma na outra. Eu gritei como se não houvesse amanhã. Foi muito nojento.
Mudei pra São Luís, para a Cidade Operária nessa época, e morava numa casa que ficava em frente a um esgoto aberto, fedia horrores. E obviamente tinha muita barata. Numa noite, estava dentro de casa de boas no notebook, senti um fio na minha costa e jurava que fosse meu irmão passando alguma coisa na minha costa, mas quando olhei para o meu ombro direito, era uma barata maldita disgrassada.…

#77 O que achei de Os Irmãos Sisters

O kit do mês de Abril da Tag - Experiências Literárias, como falei nesse texto aqui, foi o livro Os Irmãos Sisters, de Patrick Dewitt. Li as 257 páginas em dez dias atolados com a UFMA e o projeto, mas felizmente foi uma leitura muito boa. O que achei do livro?


Primeiramente, vou dar um resumo do enredo: os irmãos Eli e Charlie Sisters são assassinos de aluguel no faroeste, e são contratados para matar um homem acusado de roubar um chefão lá. A viagem que fazem para encontrar esse homem é marcada por encontros e acontecimentos bem interessantes, bem como algumas partes nojentas que eu tive que pular porque não consegui ler (a higiene da época era uma coisa difícil, hein). O final foi bem interessante, e eu sinceramente não esperava tanto sentimento de homens tão cruéis.
Mas o que eu achei mesmo do livro? Julgando pela capa, eu amei. Achei o desenho lindo. A textura também é deliciosa. E o conteúdo? Gostei muito também. É uma linguagem simples, e eu já deixei claro o quanto eu amo lin…

#76 A tristeza é melhor?

Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração. Eclesiastes 7:3


Lembro da primeira vez que li esse versículo, anos atrás, e hoje ele apareceu na minha mente novamente (sentiu isso?). Lembro de ter ficado pensando em como a bíblia podia dizer que é melhor chorar do que sorrir. Quando entrei em Letras, lembro de Platão também ter dito algo parecido, dizer que rir muito é coisa de tolos.
Acho que hoje entendo melhor isso, especialmente hoje. Quando você está rindo loucamente, tudo parece estar bem. Quando você está extremamente feliz, não vê o problema das coisas, se sente otimista demais. Tanto que existe o conselho de não fazer promessas quando se está muito feliz.
Por outro lado, quando você está triste, consegue analisar melhor as coisas. Você consegue enxergar a realidade, seu coração se torna mais compreensivo, como diz algumas traduções do versículo acima. Você consegue ser realista. "Ok, existe esse lado bom, mas o lado ruim também se …

#75 Ame a si mesmo

Graças a Deus existem inúmeras páginas no Facebook sobre amor próprio. Páginas com mensagens diárias para que você se sinta bem consigo mesmo e pare de se inferiorizar tanto, e também pare de aceitar menos do que você merece.

Como aceitamos menos do que merecemos? Tem tudo a ver com se valorizar. Quando você não enxerga o seu valor, acaba por achar que qualquer coisa serve, qualquer emprego, qualquer amizade, qualquer relacionamento, qualquer coisa já tá bom. Por não enxergar o seu valor, você não se importa tanto com a qualidade das coisas que estão na sua vida, e acaba se obrigando a viver com algo que não é bom o suficiente para você, e isso é tipo um efeito borboleta, porque exatamente pelo fato de algo não ser bom, gera um sentimento negativo em você, que perpetua a sua própria desvalorização.
Mas as coisas não precisam ser assim. Você merece mais. Você é importante e único. Procure o que você mais gosta em você mesmo e destaque isso de alguma forma, valorize o que há de melhor …

#74 Vi um homem sem dedos

Eu estava no terminal da Praia Grande (o principal terminal da minha vida) na parada maldita do Janaína, onde todos os velhinhos, grávidas, deficientes e pessoas com crianças de colo ficam, porque aí você é obrigado a ficar em pé mesmo quando milagrosamente consegue sentar (longe de uma cadeira preferencial).


Estava lá sentada no banquinho de cimento quebrado, em um das poucas tardes ensolaradas que teve nos últimos meses, quando vi um homem negro e magro se aproximar, vestindo roupas sujas e com um celular pequeno, que nessa hora caiu no chão, e então ele ajuntou. Foi quando eu olhei as mãos dele.
Ele não tinha os dedos das duas mãos, somente tocos com as pontas cicatrizadas, por isso o celular tinha caído das mãos dele (ele se esforçava pra segurar o celular com as duas). Os pés faltavam dedos também. Não consegui dar uma de Irene Adler pra sequer tentar deduzir o que tinha acontecido com aquele homem, mas era uma imagem um tanto assustadora, confesso.
O Janaína veio e eu entrei, f…

#73 Amizades com homens

A partir de uma certa idade eu percebi que tinha mais facilidade para fazer amizades com meninos do que com meninas (na verdade elas quase sempre me odiavam antes de me conhecer). Acho que isso ficou mais evidente pra mim quando mudei de escola e caí na sala onde eu só conhecia dois primos (sim, mesmo em um interior como Cururupu é possível encontrar gente que você nunca viu antes), e fiz amizade rapidamente com todos os meninos e recebi o ódio intenso da maioria das girls (talvez exatamente por isso).


Os anos seguintes continuaram assim e eu não me importei, sinceramente. Tive amigas, claro, mas a facilidade e a sintonia com meninos obviamente nunca foi a mesma. O mesmo não pôde acontecer no curso de Letras porque né, só tem (mais) mulher. 
Não é algo que me incomode, só me pergunto o porquê. Falando com um amigo (que fiz pelo Facebook e realmente tá uma coisa bem brother, até parece que sou um cara), comentei a minha falta de conexão com meninas, seja porque não gostamos das mesmas…

#72 Eu sou Irene Adler

Você sabe quem é Irene Adler? As melhores pessoas saberão, e as pessoas normais não, então tudo bem. Para quem não sabe, espero que ao menos conheça Sherlock Holmes. Dito isso, saiba que Irene Adler é uma mulher que intrigou o maior detetive e também conseguiu engana-lo algumas vezes, o que brinca com aquela ideia de que mulheres são traiçoeiras, mas tudo bem.

Por que eu digo que sou Irene Adler? Quando li Sherlock Holmes a primeira vez, me apaixonei perdidamente pela ideia da ciência da dedução. Adolescente que era, tentei aplicar isso pra vida real e errei feio, errei rude (risos). Mas ultimamente, com a série Sherlock, voltei a tentar deduzir as coisas e tenho acertado - e assustado. 
Por exemplo: eu estava conversando com um amigo no Whatsapp (eu tirei o visto por último, a visualização, e desejo ardentemente poder tirar o online). E aí ele me perguntou:  — Tu tirou o last seen? — Tirei sim. Hum, parece que tu usa o celular em inglês né, legal. E aí ele ficou chocado em como eu s…

#71 Fiquei presa no tempo

Todo mês os artistas atuais lançam músicas novas e eu não consigo acompanhar. Surge um novo artista adolescente que faz sucesso e eu não faço a mínima ideia de quem é e de onde veio, e me lembro de quando eu era adolescente e sabia tudo de todos os artistas que eram sucesso. Um exemplo que até hoje me pergunto quem é, é Shawn Mendes. Eu não entendia como o nome dele pode ser em inglês e português ao mesmo tempo! Mendes é o nome de um dos meus professores!

Às vezes consigo acompanhar as músicas lançadas, mas acontece que novas músicas estão nas rádios e eu ainda estou curtindo músicas de dois anos atrás. Por exemplo, eu ainda estou vivendo em 2013-2015, ouvindo Counting Stars de One Republic e Cool to the Summer, da Demi Lovato. Ainda não deu tempo, pra mim, de essas músicas ficarem "batidas".
Mas acho que o pior mesmo é que eu frequentemente coloco no Youtube: MTV Hits 2008 - 2009pesquisar (não, eu não uso Spotify). De alguma forma, ainda estou presa em hits de quase 10 ano…

#70... mas não consegue

E aí, entendeu o nome do texto? Se não, vou falar no final. Só não vale pular pro final! Lembro de ter lido alguma vez, em algum lugar, sobre quando, ao falarmos algo, soar de um jeito diferente do objetivado. Por exemplo, fale "pais e responsáveis". Oxi, você chamou os pais de irresponsáveis? Que isso!

Pesquisando sobre o assunto, descobri que isso se chama cacofonia, quando a combinação dos sons não soa algo muito agradável, dando um duplo sentido. Outro exemplo: nosso hino x nó suíno. Outro exemplo que aconteceu comigo foi, dando aula, quis fazer um atividade de grupo e, com a quantidade de alunos, perguntei: "Gente, acho que dá de quatro né?". Pra quê .-.
Lembro também das brincadeiras de crianças que fazíamos com isso. Quem lembra da brincadeira da Jaca Gay? Ou então dá "Quando eu cozinho, meu irmão quer comer também. Mas me diz, se eu cozinho né meu?", ou a outra que levei um tempão pra entender: "tu come cuscuz, eu como com as mãos".
A ú…

#69 Eita, hein?!

Eu disse no texto anterior que no post de hoje diria quais são os ônibus de São Luís - MA com os números 65, 70 e 84. Então vamos lá. São, respectivamente, São Raimundo Bandeira Tribuzzi, UEMA - Ipase, e Cohatrac IV. Quem já sabia?

Mas vamos ao texto de hoje. Confesso que fiquei pensando sobre o que escrever nesse texto, porque sempre que o número do texto é interessante, eu faço o conteúdo relacionado ao número. Então, sobre o que fazer o texto de hoje?

Sobre algo nada a ver com o que muitos podem pensar. Quando falei, em outros textos, sobre o valor da associação da TAG, comentei que era 70 reais. Mas eu aumentei aí. Na verdade é 69,90. É sobre isso o que vou falar, porque acho irritante como praticamente todos os preços dos produtos são alguma coisa e 9,90 ou então 99. Sério isso? E o pior é que eles não dão esse troco de um ou dez centavos, quando você paga com dinheiro.

Desde criança eu me perguntava isso. Lembro de ter visto em algum lugar de que isso é uma estratégia para o pr…

#68 Quando as rotinas acabam

Eu não sei vocês, mas eu aprendo o número dos ônibus que vejo com frequência. Por exemplo, o número do ônibus Socorrão 2 Rodoviária é 62. O ônibus que eu pegava todos os dias enquanto moradora da Cidade Operária é 68 (número do texto de hoje), sabe que ônibus é esse? Cidade Operária Africanos. Vou deixar um como desafio para os habitantes de São Luís: quais são os ônibus 65, 70 e 84? Vou dar a resposta no próximo texto!



Quando morei nesse bairro que fica bem no fim de São Luís, quase em São José de Ribamar, eu pegava o T068 Cidade Operária - Africanos todos os dias. Era minha rotina: acordar 5:20 e pegar o ônibus das 6. A rotina era tanta que eu via sempre as mesmas pessoas e com sorte sentava na mesma cadeira. Dormia durante a viagem, e chegava em outro terminal para pegar outro ônibus - o 311, e esse acho que os universitários conhecem.
Acontece que no começo desse ano, todos os horários de saída do ônibus que eu já havia decorado, mudaram. Eu perdi a minha rotina. Tive que andar m…

#67 Kit da TAG de Abril 2017

Eu dei um grito quando cheguei em casa e encontrei a caixinha da TAG - Experiências Literárias na estante. Fiz outro post sobre isso aqui. Esse é o segundo kit que recebo e mais uma vez digo: vale cada centavo. Atenção, vou revelar qual o livro do mês.

E então vamos ao kit do mês. O livro conseguiu ser ainda mais lindo e apaixonante que o anterior:

E vamos aos detalhes. O livro é de capa dura e com um textura um tanto emborrachada, com as bordas pintadas:

Como o livro se passa no faroeste americano, o mimo do mês foi relacionado ao ouro:





Eu achei a coisa mais fofa do mundo. Comecei o livro ontem, na mesma hora que chegou, e no momento que escrevo esse texto estou na página 63 (são mais de 250 páginas). Até agora estou adorando o livro. Já senti nojo de algumas partes (porque a época do faroeste não era das mais higiênicas) e já dei boas risadas. Todo mês vou postar aqui o kit que eu receber. Gostaram? Amaram como eu?

#66 Derramei esmalte no meu olho

Esse dia inacreditável aconteceu. A postagem anterior me rendeu um episódio memorável que conto com orgulho e embaraço. Felizmente, a reação da nossa geração frente a qualquer acontecimento, seja bom ou ruim, é tirar foto ou fazer vídeo e colocar na internet. E aqui estão as recordações do dia em que eu derramei esmalte no meu olho:
Bem crianças, eu estava pintando minha unha com Maçã do Amor, da Risqué e, enquanto pintava do dedo anelar direito, o pincel, de alguma forma, caiu pra trás da minha mão com a qual o segurava, bateu a ponta na mesa, e espirram gotas das cerdas que vieram diretamente para o meu pescoço e, óbvio, o meu olho. Eu corri desesperadamente em direção à pia da cozinha porque a do banheiro não está prestando, e gritei. Meu irmão dormia profundamente na sala, mas acordou perguntando "o que aconteceu?", eu falei, e ele "ah tá" e voltou a dormir. Que preocupação.
Voltei pro quarto e fui pegar o esmalte, mas o vidro caiu pra dentro da bacia com água…

#65 Como ter unhas bonitas

Talvez seja um pouco injusto eu falar como ter unhas bonitas porque eu nunca tive problemas com as minhas unhas. Fui na manicure uma vez há muito tempo, e desde então eu mesma arrumo as minhas unhas. Digo que talvez seja injusto eu falar desse assunto porque minhas unhas são fortes, dificilmente quebram*, são bem longas e crescem muito rápido. Mesmo assim, adotei algumas dicas pra melhorar a aparência delas e deixar com cara de salão depois que arrumo. Olhe só:


1. Não tire a cutícula Eu sigo a regra de que: se alguma coisa cresce naturalmente no seu corpo, é porque provavelmente ela tem uma função e precisa estar ali. Ok que isso não funciona com pelos corporais porque a nossa sociedade machista obriga as mulheres a se depilarem, mas isso é outro assunto.  Sobre as cutículas, é preferível que você as empurre. Elas protegem e fortalecem suas unhas. Eu mesma não tiro cutícula há anos. É só empurrar um pouco que já está ótimo, até porque quanto mais você tira, mas ela engrossa. Ok?
2. Esco…

#64 O fim de todas coisas

De verdade acho que o início de algo é mais difícil que seu final, exatamente porque dependendo de como você age no início você vai ter um tipo de final (não que tudo tenha que ter um final). Sim, vamos falar de relacionamentos amorosos.


É difícil dizer adeus? É. Mas quando é necessário, o adeus se torna mais fácil. Você se cobre com muito mais de treze razões (pegaram a referência?) por que terminar. Assim você conforta seu coração toda vez que ele insiste em doer e isso é um santo remédio.
Mas por que eu digo que o início é mais difícil? Veja só: quando você vai discutir com seu/sua parceiro(a), se você o conhece bem, você já sabe tudo o que ele(a) vai dizer, já sabe todas as manias da pessoa. Mas e quando você está conhecendo? Você não sabe o que dizer, o que vai ofender a pessoa, se ela vai te achar um completo idiota ou pensar que você é um psicopata (ou a própria pessoa ser um).
Mas vai que vocês vão se dando super bem e você se enche de esperanças, coitado, achando que encontr…

#63 Conto: A garota do ônibus

Oi! Para hoje temos um texto fictício narrativo. Eu havia escrito uma vez um texto chamado "A garota do ônibus", mas era um texto triste. Esse espero que seja mais alegre! Boa breve leitura.

A garota do ônibus
Às vezes as semanas são tão compridas que parecem durar mais que um Dezembro inteiro. Minha semana tinha sido turbulenta - o que não significa que fora incrível.
Parecia mais uma semana comum. A rotina de ir para a faculdade todos os dias de ônibus era exatamente a mesma, exceto pela quarta-feira. Eu tinha dado o azar (ou  a sorte, como percebi depois) de não conseguir uma cadeira vazia para sentar. Entrei no ônibus e fui direto ficar em pé perto de uma menina que rapidamente pediu para levar minha mochila mais ou menos pesada.
Gosto de imaginar as coisas, e por isso fiquei tentando especular para onde aquela menina estava indo e que música ela estava ouvindo nos fones brancos de um celular simples. Finalmente a pessoa sentada atrás dela levantou e eu me sentei, agrade…

#62 Como ser uma pessoa fria

Primeiro é preciso que um dia você tenha sido uma pessoa quente, se é que você me entende. Uma pessoa fofinha, esperançosa, cheia de sentimentos e sonhos, que se apaixona e ama, e se entrega de corpo e alma para uma coisa que ela nem entende direito. Aí você vai se machucar profundamente com as pessoas em quem você confiou totalmente e vai ter seus doces sentimentos completamente destruídos, e vai acordar para a vida real. E aí você vai ser mais frio. Vai descobrir, da pior forma, que a vida não é um filme da Disney, que as pessoas não são tão amigáveis e muitas não estão nem aí para os seus sentimentos.


Não estou falando isso porque passei por isso recentemente, até porque não passei. Mas vi alguém passar. E falando sobre isso com alguém que ainda nem conheço (ele sabe, salve Jhonata o/), fiquei pensando (e ele me sugeriu também que escrevesse um texto sobre isso) sobre como mudamos com as coisas que passamos, o que eu julgo natural acontecer, afinal significa que alguma coisa apren…

#61 A universidade nos muda?

Eu já ouvi muito as pessoas falarem que mudaram depois de entrar na universidade (especialmente na federal). Eu mesma confesso que mudei bastante, mas foi por causa da universidade mesmo?


Antes de ler o texto você deve ter pensado "é claro!", e provavelmente você que fez essa afirmação nem deve ser estudante de uma universidade federal. Sim, eu mudei muito nesses quatro anos de UFMA, mas não acho que foi a universidade a principal causadora dessa mudança.
Entenda: pessoas mudam. O momento em que geralmente as pessoas vão para a universidade é quando estão saindo da adolescência e entrando na fase adulta, então é ÓBVIO que elas vão mudar bastante, às vezes radicalmente. A universidade é um ambiente enorme, cheio de gente diferente, algo totalmente novo do seu convívio anterior. Isso, em geral, abre a sua mente para entender que existem pessoas bem diferentes de você.
Com essa nova percepção de vida, você passa a enxergar as coisas de uma maneira diferente. Então sim, a unive…

#60 Tímida, eu?

A resposta é com certeza ou claro? Quem me conhece desde sempre, sabe que fui muuuito tímida. Agora eu melhorei mais por ser obrigada a apresentar trabalhos em eventos na universidade e fora dela, e especialmente porque comecei a dar aula. Encarar uma pessoa que você não conhece é uma coisa, agora encarar 25 pessoas novas de uma vez só, e que a atenção de todas está voltada para você é outra totalmente diferente!


Mas como vencer a timidez quando você não tem com se expor dessa maneira? Não digo com isso que eu venci a timidez porque definitivamente não venci. Encarar os alunos é até fácil. Mas conhecer uma ou duas pessoas também é bem apavorante.
Se eu tenho alguma dica para isso? Definitivamente não. Aliás preciso. Na verdade acho que a timidez é só o medo da rejeição, de certa forma. Você tem medo de falar com tal pessoa e ela não te responder, ou medo de falar em público e as pessoas rejeitarem o seu jeito de falar, ou rirem dos seus erros (como se alguém fosse perfeito).
Acho que…

#59 Sobre o filme Demolição

No momento que escrevo esse texto, acabo de assistir o filme Demolição (2015) por indicação do meu irmão. Ele tinha me dito que o filme era bem legal, e era com um ator que eu gostava (Jake Gyllenhaal), então né? Vamos ver. O que eu não esperava é tirar tantas lições com um filme que caiu como uma luva nesse momento específico da minha vida.

Para resumir, o enredo traz Davis Mitchell que logo no comecinho do filme fica viúvo. O que acontece de estranho, então, é ele não sentir a perda da esposa, chegando a confessar que não a amava e não sabia porque se casara. Vez ou outra ele tem flashes com ela, dos bons momentos, às vezes a imagem dela surge nas atividades cotidianas, mas nada que traga a emoção de saudade.
A partir disso ele fica meio louco. Mas o que achei interessante é que ele passa a prestar atenção em pequenas coisas ao seu redor, quase como se mudasse de perspectiva. Ele fica meio insano, querendo tentar coisas simplesmente pela vontade que sente no momento; ele vive uma e…

#58 Quê que eu tô fazendo

Uma vez li em algum lugar sobre a crise dos vinte e poucos anos. Aparentemente, você está no auge da sua força e beleza física, mas você geralmente está na faculdade e sem emprego. Ou seja, sente seu corpo com todo vigor mas está impossibilitado de todas as maneiras possíveis de aproveitar a vida como gostaria.

Aos vinte e poucos anos, você está na faculdade sem saber muito ao certo porque está ali e o que vai fazer depois que finalmente se formar. Você vê seus amigos da escola e infância se casando e tendo filhos, e você nem sequer está namorando, não tem emprego, não consegue estudar direito, e pensa "o quê que eu tô fazendo da minha vida?"
Mas calma, você não é o único a sentir que as coisas estão meio sem sentido e aparentemente sem um bom futuro. Como vi em uma imagem outro dia, você vai se formar. Você vai encontrar o amor. Você tem uma vida inteira pela frente, somos jovens! As coisas vão se acertar, cada coisa acontece no seu tempo.
Isso é assunto para outro texto, …

#57 Vou tentar o Cidadão do Mundo

Finalmente a minha chance chegou. Quer dizer, ela chegou uns dois anos atrás, mas devido à má informação, eu perdi a chance apesar de ter sido selecionada :( Mas agora que vai abrir em abril as inscrições, é a minha chance de ir para o Canadá!


Para quem não é maranhense, lamento. O programa Cidadão do Mundo do Governo do Maranhão permite que estudantes de escolas públicas viajem para os países da língua que estudaram (Inglês, Espanhol e Francês). Aliás essa semana uma das meninas do grupinho vai para a Argentina!
Desde criança eu sou apaixonada pelo Canadá, com o forte sonho de morar lá mesmo. Eu tenho um primo que mora lá e quando ele vinha pra Cururupu com a filha dele (que é alguns anos mais nova que eu), a gente brincava mesmo sem se entender completamente, e eu sempre arriscava as palavras que estava tentando aprender.
E isso me faz refletir o quanto eu sempre estive envolvida com o inglês. Quando criança brincava com essa canadense quando ela vinha, cheguei a tentar falar com o…

#56 O que faz um bom texto

O que faz de um texto um bom texto? Como boa estudante de Letras, li muitos textos né. Uns melhores, outros piores. Se você pensar bem, como um texto estudado na academia pode ser ruim, se são escritos por especialistas e dominantes da língua portuguesa?

O que eu considero um texto ruim? Acredito que seja um texto que eu termino de ler um parágrafo e penso "que?", ou seja, não entendi porcaria nenhuma. Isso acontece principalmente quando o autor busca as palavras mais difíceis com as estruturas mais complicadas possíveis, o que resulta num texto denso. Olha só esses exemplos demoníacos:
"Falar em processo de subjetivação significa colocar a anterioridade lógica da linguagem relativamente a um corpo pulsional que é por ela capturado, e significado" (Desenvolvimento da linguagem e o processo de subjetivação, Claúdia T. G. de Lemos).
Entendeu alguma coisa? A vantagem desse trecho é que você ainda consegue captar que "falar em tal processo significa alguma coisa d…

#55 O romance de Whindersson e Luísa

Na última quarta feira (29), Whindersson Nunes pediu a namorada Luísa em casamento (até antes desse texto eu escrevia o nome dela com z). O lampião do YouTube, declaradamente apaixonado, fez o pedido em um vídeo que alcançou mais de 6 milhões de visualizações em menos de 24 horas.

Como sempre, houve quem criticasse, julgando que ele está apressado, e que possivelmente vai se arrepender. É fato que aconteceu tudo muito rápido. Após um mês que se conheceram, aconteceu o primeiro beijo. Depois de mais outro mês, o namoro começou. E após um ano, o noivado.
Quem somos nós para julgar o relacionamento dos outros, meu Deus? Mal damos conta dos nossos! Whindersson teve pressa? Sim! Pressa por estar apaixonado e querer ficar inteiramente com Luísa. Se ele vai se arrepender? Ninguém sabe, e cá entre nós, não vamos pensar no pior. Largue de pessimismo e saiba brindar a felicidade.
Quem criticou possivelmente sentiu inveja de tanto sentimento. Eua achei lindo e passei a admirar ainda mais o Whin…

#54 O blog vai acabar?

Tempo é a palavra chave atualmente. Não temos tempo suficiente para fazer tudo o que gostaríamos nem o que deveríamos, não é mesmo?



Quem me conhece sabe que divido a rotina entre estudar, dar aulas e cuidar da casa. E agora me comprometi com um blog que exige mais tempo ainda (um texto por dia, dã), além de outras coisas que preciso fazer no dia a dia.

Quando o tempo se torna escasso, acabamos escolhendo eliminar as atividades que são, de certa forma, dispensáveis. Nessa escolha, o blog se torna a opção mais forte a ser descartada. Apesar de eu amar esse ambiente virtual e esses textos digitais, a vida real aperta e o tempo se torna curto pra esse tipo de prazer.

Houve quem dissesse "que falta do que fazer", ou ainda "quando tua rotina apertar, tu vai abandonar o blog". Felizes?

Espero que estejam felizes porque estou rindo da cara de quem fez esse tipo de comentários. Quando vocês entenderem...